Flores mostram cores,
Quando é tempo.
Não há outro tempo, que não esse,
Onde vivem e morrem.
Assim como as flores,
É a sina viva.
Vida,
Tempo,
Morte.
É preciso cores!
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Ardência
Embora eu saia,
Contorne a cidade,
Troque, reboque, me espalhe.
Mesmo com toda a graça,
Com todo o seio,
Com todo o freio.
Contorne a cidade,
Troque, reboque, me espalhe.
Mesmo com toda a graça,
Com todo o seio,
Com todo o freio.
E enquanto me esvaio em rimas,
Traçando metas, retas,
Planos, tramas...
Meu copo seca,
Meu corpo queima,
Em minha cama.
Traçando metas, retas,
Planos, tramas...
Meu copo seca,
Meu corpo queima,
Em minha cama.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Ao amor
Vem,
Porque dos rios ando tão seca,
E tudo em mim já estiou.
Nem de saudade meu peito alegra,
Pia baixinho. Feito pinto, pio.
Porque tem horas, meu amor,
Que o vazio chega tamanho,
Que não há riso, nem rumo, nem seta.
Só o vazio, vazio de ar.
E nessas horas procuro cega,
Qualquer pingo d’água,
Qualquer gota que na minha calha calhe
Displicente, corriqueira, comum.
Vem,
Ando doente, quero ter tempo.
Cada segundo.
Bebê-lo nessa sede,
Umedecer cada vinco,
Cada micro vinco,
Cada semente.
Vem,
Ando chorosa,
Ninguém vê graça,
Estou perdida,
Cansada,cansada,
Nem sei se estou...
Porque dos rios ando tão seca,
E tudo em mim já estiou.
Nem de saudade meu peito alegra,
Pia baixinho. Feito pinto, pio.
Porque tem horas, meu amor,
Que o vazio chega tamanho,
Que não há riso, nem rumo, nem seta.
Só o vazio, vazio de ar.
E nessas horas procuro cega,
Qualquer pingo d’água,
Qualquer gota que na minha calha calhe
Displicente, corriqueira, comum.
Vem,
Ando doente, quero ter tempo.
Cada segundo.
Bebê-lo nessa sede,
Umedecer cada vinco,
Cada micro vinco,
Cada semente.
Vem,
Ando chorosa,
Ninguém vê graça,
Estou perdida,
Cansada,cansada,
Nem sei se estou...
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Curtinho da vida
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
(...)

Por hora respiro calma.
Nessa pausa de raríssima constância,
Sento, recosto,deito...
Aproveito o sereno vento,
Como se fosse o ultimo doce,
A ultima fruta de comer.
Não demora acelero o rojão,
E, às distrações,
Só caberá uma certeza antiga.
Mas por agora,
Aquieto nessa varanda qualquer.
Vê o passarinho,mulher,
De pena pequena,
Tão miudinho de tempo levar?
Vê essa hora, passando, com ele voando,
Tão indo!
Vê...
Passando, passou.
Nessa pausa de raríssima constância,
Sento, recosto,deito...
Aproveito o sereno vento,
Como se fosse o ultimo doce,
A ultima fruta de comer.
Não demora acelero o rojão,
E, às distrações,
Só caberá uma certeza antiga.
Mas por agora,
Aquieto nessa varanda qualquer.
Vê o passarinho,mulher,
De pena pequena,
Tão miudinho de tempo levar?
Vê essa hora, passando, com ele voando,
Tão indo!
Vê...
Passando, passou.
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009
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