domingo, 26 de abril de 2009

(...)

De tudo o que eu queria
Nada, nada ficou.

No ar esse cheiro deitado,
Esse perfume de coisa passada.

Talvez, um dia, o tempo venha me acarinhar...

Não sei se vou crer nas esperas,
Não sei.

Mas quero muito ser gente contente,
Dessas que são lembradas,
E de lembraças não passam,
Mas são de sempre lembrar.

Hoje ví um homem lindo,
Pedir uma mulher de riso claro
Em casamento.

Chorei água de riacho.

Acho que as nuvens são de passar.

Passando eu...

Não sei se sou espera.

Não sei quase viver.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Passos de chuva.

Mais uma semana.

A chuva continua,
Pelos dias e corredores.

Me agasalho,
Querendo muito
Esquentar minha pele fria.

Nada acontece...

Mesma chuva,
Mesmos vales,
Mesmas vias.

Aqueço alguma memória,
Para manter o sol,
Sobre meus pés molhados.

O céu me olha zangado,
Eu apenas não entendo.

Queria raios de calor,
Muitos deles, todo tempo.

Nada acontece...

Dissolvo minhas vontades.

São dias de chuva,
É verdade.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Lua (da serie versinhos bestinhas em Abril)

.


Eu tão na sua
E somente minha
Essa lua

Gim (da serie versinhos bestinhas em Abril)

.

Sempre a mesma coisa
Toda vez que te encontro.

Parece que eu bebi
Sempre saio um pouco tonto.

Horóscopo (da serie versinhos bestinhas em Abril)

.


És bem de terra.
Eu sou do fogo.

Se não for pra combinar
Tiro os signos do jogo.

Sabor (da serie versinhos bestinhas em Abril)

.


Vivo assim
Meio a mingua

Sem saber
Que sabor
Tem a tua língua.

De saida (da serie versinhos bestinhas em Abril)

.

Sai esperança
Não demore por aqui.

Assim feito criança
Não consigo desistir.

Raivinha (da serie versinhos bestinhas em Abril)

.

Essa raiva aqui dentro
Não me toma por completo.

Apenas anda de mãos dadas,
Por você não andar perto.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

terça-feira, 14 de abril de 2009

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Praia

Minhas incertezas ocorrem
Num filete
Pelos meus olhos de agora.

Meus dias são de sol a pino
Sigo rente, forte, firme,
Mas cá dentro, em escuro,
Me redimo.

Contorno meus pensamentos
Em horizontalidades.

Há mar em toda parte
Por ele molham-se meus minutos.

Sopro os encontros
Entre as brisas do acaso.
E deito na areia
Morna, solta, tanta...

Por momentos respiro,
Quando a tarde acontece
Revelando despedidas.

É remedio do instante.
O ar serena interiores.

Ao sono me entrego,
Me fazendo silêncio.

E rezo muitas vezes,
Pelas simples felicidades.